sexta-feira, 24 de maio de 2013

Psicose Maníaco Depressiva - Análise

Oi gente! Boa noite! Tudo bom com vocês?
Então, o texto dessa semana é muito interessante. É um relato de uma estudante de enfermagem que, durante o curso, teve que acompanhar o tratamento de uma paciente que sofria do transtorno bipolar. Ela explica de maneira fácil e bem detalhada quais são os procedimentos realizados em cada fase do transtorno e qual é a sua postura. Vale muito a pena ler! Deixarei o link no final do post para quem se interessar.
A Psicose Maníaco-Depressiva (PMD) é um distúrbio de humor classificado em três fases: maníaco, depressivo ou misto. Na fase maníaca, o paciente apresente uma elevação do humor, euforia intensa, e pode até agravar-se para irritabilidade. Na fase mista, o paciente apresenta uma normalidade após a fase maníaca, uma estabilização do humor. Na fase depressiva (a mais conhecida), a característica principal é a melancolia intensa, o paciente sente-se muitíssimo inseguro, pensa em suicídio, tem perda de apetite e etc.
Para cada fase, há um tratamento específico e uma postura a ser seguida pelo profissional da área. Os tratamento mais utilizados na fase maníaca, por exemplo, são os Benzodiazepínicos, Neurolépticos e Eletroconvulsoterapia. Na fase depressiva, os tratamentos mais conhecidos são os antidepressivos tricíclicos e ECT. A postura do profissional nessa fase é de extrema importância, já que ele precisa passar ao paciente uma ideia de positividade. Mas acima de tudo, é necessário que o enfermeiro respeite o paciente e aceite o seu diagnóstico. Deve, também, chamá-lo pelo nome, estimulá-lo a conversar e compreender que as atitudes que ele toma não são causadas por má fé, e sim por causa da fase da doença em que ele se encontra. O paciente precisa confiar no enfermeiro e ter nele uma segurança, portanto, ao expressar seus sentimentos, o enfermeiro conquista a credibilidade do paciente.

"Durante a assistência de enfermagem ao paciente psiquiátrico, a interação enfermeira-paciente é de vital importância e esta depende das características próprias de cada enfermeiro o qual deverá usar sua própria personalidade, compreensão e habilidade para desenvolver com o paciente, atitudes mais positivas para lidar com situações difíceis e stress. O enfermeiro deve ser útil para o paciente psiquiátrico e ter em mente que este teve uma história anterior em sua vida, de fracasso."

A estudante relata em seu artigo o caso de uma senhora, identificada como R.L., de 61 anos, precedente de Minas Gerais, viúva há 20 anos. A paciente tem o diagnóstico de Psicose Maníaco-Depressiva crônica, de ciclagem rápida - ou seja, não possui períodos de normalidade. Ela fora internada pela família após apresentar uma crise em que vagava pela noite, batendo nas janelas das casas por onde passava.
A estudante começou a tratar essa senhora quando ela ainda apresentada um período depressivo, onde era muito difícil a comunicação entre as duas. A senhora se recusava a falar e, quando falava, só trocava algumas palavras com a enfermeira. Para a surpresa da estudante, ao ter contato novamente com a senhora, ela já estava na fase maníaca da doença (por ter um ciclo rápido) e apresentou comportamento completamente diferente, falando bastante e querendo sair daquele lugar, querendo fugir a até mesmo ir ao banco.
A estudante, que antes sentira até um pouco de raiva pelo fato da senhora quase não falar na fase depressiva - sem contar que não bebia água e mal comia -, na fase maníaca sentiu uma facilidade maior em cuidar da senhora na fase maníaca, já que ela estava se comunicando com frequência.
A PMD é considerado um transtorno comum, e inúmeras celebridades apresentaram casos semelhantes, como Amy Winehouse e Vinícius de Moraes. Para essas pessoas famosas, a bebida e o uso de drogas pode muitas vezes ajudá-los a passar pela fase depressiva da doença, para amenizar a melancolia em que se encontram.
Realmente é muito difícil lidar com pessoas que podem mudar de humor com uma facilidade tão grande. Mias difícil ainda é saber se você está ou não fazendo o seu trabalho correto, já que a pessoa pode sempre piorar em seu caso. E você, leitor, o que acha a respeito? 
Aqui está o link para a leitura, pessoal, espero que vocês curtam: https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxpbnRyb2R1Y2FvcHNpfGd4OjEwYzhjZjFiOGUwNzg3N2I
Referência: Martins, LMM (1999) Assistência de enfermagem a pacientes com desordem bipolar e sentimentos da estudante de enfermagem: estudo de caso. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 33, 421-427.
Bom, é isso, gente! Até a próxima!
Beijos, Júlia Sá

Nenhum comentário:

Postar um comentário