domingo, 12 de maio de 2013

Análise do livro "A mente e a memória: um pequeno livro sobre uma vasta memória" - parte 3


Geeente! Desculpem a minha demora em postar a parte 3, mas é que terminamos de debater em aula a respeito do livro esta quarta feira (08/05) e só agora eu tive tempo para escrever. Enfim, para quem não viu a parte 1 e 2 da análise, aqui estão os links para verem.
Parte 2: http://blogdajuliasa.blogspot.com.br/2013/04/analise-do-livro-mente-e-memoria-um_28.html
Parte 1:http://blogdajuliasa.blogspot.com.br/2013/04/analise-do-livro-mente-e-memoria-um.html

Nessa última parte do livro, Luria analisa os pontos negativos dessa capacidade extraordinária de S. em imaginar as coisas, a sua vasta memória (como o próprio título do livro já diz) e a sinestesia presente em sua vida, que tanto o atrapalha em tarefas que para nós, seres humanos comuns, são muito simples.
Ele possuía uma maneira completamente diferente das outras pessoas de ver o mundo e tudo o que nele se encontrava, porém tudo o que ele via parecia muitíssimo claro para a sua concepção, enquanto as outras pessoas ao redor dele tinham muita dificuldade em entender o que ele via ou queria demonstrar.
Uma das dificuldades mais interessantes de S. era a de compreender sinônimos. Se para ele tal palavra significada uma coisa, como uma outra palavra, com sonoridade completamente diferente poderia significar a mesma coisa? Por exemplo: como a palavra carinho poderia significar a mesma coisa que a palavra afago? E por causa dessa enorme dificuldade, S. não conseguia interpretar poemas assim como as outras pessoas.
S. também conseguia ter controle sobre seus batimentos cardíacos (quase um mutante, haha) e alcançava isso através da sua imaginação, ao imaginar que estava correndo atrás de um trem para assim poder acelerar seus batimentos. Também tinha controle de sua temperatura corporal, algo completamente inimaginável pra nós e que seria muito útil para algumas pessoas.
Mas quanto mais lemos o que Luria conta em sua espécie de romance científico, nos perguntamos: será isso mesmo tudo verdade? Será que S. realmente tinha todo esse poder que Luria diz ter, ou será que o paciente, por ter uma imaginação fértil e poderosa, acabou inventando boa parte dessa história? Bom, isso nós nunca saberemos, mas de qualquer forma vale muito a pena ler esse livro. É um livro que nos instiga muito e que prende a nossa atenção do início ao fim seja por sua fácil leitura ou pela curiosidade no misterioso S.

Ainda nessa aula de quarta feira analisamos um livro MUITO legal chamado "Como lidar com emoções destrutivas: para viver em paz com você e os outros", do Dalai Lama. É um livro fantástico, baseado em pesquisas recentes feitas por um grupo de cientistas que busca entender melhor o que acontece com o cérebro dos monges que praticam a meditação. Ainda estou no início da leitura, mas já me interessei muito e em breve teremos postagens a respeito do livro.
Então é isso, pessoal! Até a próxima postagem!
Beijos, Júlia Sá.

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