Oi gente! Boa noite! Tudo bom com vocês?
Então, o texto dessa semana é muito interessante. É um relato de uma estudante de enfermagem que, durante o curso, teve que acompanhar o tratamento de uma paciente que sofria do transtorno bipolar. Ela explica de maneira fácil e bem detalhada quais são os procedimentos realizados em cada fase do transtorno e qual é a sua postura. Vale muito a pena ler! Deixarei o link no final do post para quem se interessar.
A Psicose Maníaco-Depressiva (PMD) é um distúrbio de humor classificado em três fases: maníaco, depressivo ou misto. Na fase maníaca, o paciente apresente uma elevação do humor, euforia intensa, e pode até agravar-se para irritabilidade. Na fase mista, o paciente apresenta uma normalidade após a fase maníaca, uma estabilização do humor. Na fase depressiva (a mais conhecida), a característica principal é a melancolia intensa, o paciente sente-se muitíssimo inseguro, pensa em suicídio, tem perda de apetite e etc.
Para cada fase, há um tratamento específico e uma postura a ser seguida pelo profissional da área. Os tratamento mais utilizados na fase maníaca, por exemplo, são os Benzodiazepínicos, Neurolépticos e Eletroconvulsoterapia. Na fase depressiva, os tratamentos mais conhecidos são os antidepressivos tricíclicos e ECT. A postura do profissional nessa fase é de extrema importância, já que ele precisa passar ao paciente uma ideia de positividade. Mas acima de tudo, é necessário que o enfermeiro respeite o paciente e aceite o seu diagnóstico. Deve, também, chamá-lo pelo nome, estimulá-lo a conversar e compreender que as atitudes que ele toma não são causadas por má fé, e sim por causa da fase da doença em que ele se encontra. O paciente precisa confiar no enfermeiro e ter nele uma segurança, portanto, ao expressar seus sentimentos, o enfermeiro conquista a credibilidade do paciente.
"Durante a assistência de enfermagem ao paciente psiquiátrico, a interação enfermeira-paciente é de vital importância e esta depende das características próprias de cada enfermeiro o qual deverá usar sua própria personalidade, compreensão e habilidade para desenvolver com o paciente, atitudes mais positivas para lidar com situações difíceis e stress. O enfermeiro deve ser útil para o paciente psiquiátrico e ter em mente que este teve uma história anterior em sua vida, de fracasso."
A estudante relata em seu artigo o caso de uma senhora, identificada como R.L., de 61 anos, precedente de Minas Gerais, viúva há 20 anos. A paciente tem o diagnóstico de Psicose Maníaco-Depressiva crônica, de ciclagem rápida - ou seja, não possui períodos de normalidade. Ela fora internada pela família após apresentar uma crise em que vagava pela noite, batendo nas janelas das casas por onde passava.
A estudante começou a tratar essa senhora quando ela ainda apresentada um período depressivo, onde era muito difícil a comunicação entre as duas. A senhora se recusava a falar e, quando falava, só trocava algumas palavras com a enfermeira. Para a surpresa da estudante, ao ter contato novamente com a senhora, ela já estava na fase maníaca da doença (por ter um ciclo rápido) e apresentou comportamento completamente diferente, falando bastante e querendo sair daquele lugar, querendo fugir a até mesmo ir ao banco.
A estudante, que antes sentira até um pouco de raiva pelo fato da senhora quase não falar na fase depressiva - sem contar que não bebia água e mal comia -, na fase maníaca sentiu uma facilidade maior em cuidar da senhora na fase maníaca, já que ela estava se comunicando com frequência.
A PMD é considerado um transtorno comum, e inúmeras celebridades apresentaram casos semelhantes, como Amy Winehouse e Vinícius de Moraes. Para essas pessoas famosas, a bebida e o uso de drogas pode muitas vezes ajudá-los a passar pela fase depressiva da doença, para amenizar a melancolia em que se encontram.
Realmente é muito difícil lidar com pessoas que podem mudar de humor com uma facilidade tão grande. Mias difícil ainda é saber se você está ou não fazendo o seu trabalho correto, já que a pessoa pode sempre piorar em seu caso. E você, leitor, o que acha a respeito?
Aqui está o link para a leitura, pessoal, espero que vocês curtam: https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxpbnRyb2R1Y2FvcHNpfGd4OjEwYzhjZjFiOGUwNzg3N2I
Referência: Martins, LMM (1999) Assistência de enfermagem a pacientes com desordem bipolar e sentimentos da estudante de enfermagem: estudo de caso. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 33, 421-427.
Bom, é isso, gente! Até a próxima!
Beijos, Júlia Sá
Sabe aquele blog onde você pode simplesmente discorrer a respeito de tudo que te interessa e chama a atenção? Pois então... Cá estou.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Análise do Livro "Como Lidar Com Emoções Destrutivas: para viver em paz com você e os outros"
Oi gente! Tudo bom com vocês?
Então, pós terminarmos a (longa) análise sobre o livro "A mente e a memória", de Luria, começamos a analisar em sala de aula nesta segunda feira (13/05) o livro "Como Lidar Com Emoções Destrutivas: para viver em paz com você e os outros", do Dalai Lama, em que terminamos de analisar nesta quarta feira (15/05).
O livro fala a respeito de uma colaboração entre o Dalai Lama e seus monges, e um grupo de cientistas que tentam compreender através de uma série de experiências os efeitos da meditação na vida do ser humano e como combater as emoções destrutivas, e é narrado por Daniel Goleman.
Dalai Lama enviou um de seus monges tibetanos, o Lama Oser, para ser analisado por Richard Davidson, um dos cientistas participantes do projeto, e os resultados das experiências realizadas em seu laboratório foi impressionante.
Em um dos testes, Lama Oser foi pedido que meditasse dentro de uma máquina de ressonância magnética para que pudessem analisar sua atividade cerebral durante o processo. Os resultados obtidos revelaram que ao contrário que muitas pessoas pensam, o cérebro durante a meditação não fica relaxado e sim em constante trabalho, e principalmente na parte responsável por concentrar os pensamentos positivos. Revelou ainda que existem tipos diferentes de meditação e o cérebro reage de maneiras diferentes durante cada processo diferente de meditação.
Oser ficou quase 3 horas dentro da máquina de ressonância e quando saiu, disse que aquilo parecia um mini retiro de meditação, algo que nos impressionante verdadeiramente por a maioria das pessoas após ficarem durante muito tempo dentro de uma máquina dessas, saem com tontura, passando mal (sou uma dessas, confesso).
Outro experimento que foi feito com Lama Oser e que merece uma atenção especial, foi u teste que fizeram para testar o reflexo do susto no ser humano. Segundo os cientistas, a nossa expressão facial quando levamos um susto é automática, e os impulsos ocorrem na medula e nem sequer passam pelo nosso cérebro. Resolveram, então, analisar a reação de Oser durante o processo de meditação: ele foi colocado numa sala e sem ser avisado, dispararam uma arma de fogo na sala. A expressão facial de Lama Oser simplesmente não se alterou. Uma verdadeira contradição comparado a sua frequência cardíaca que subiu drasticamente.
É um livro muito legal, gente! Super fácil de ler e muito interessante mesmo, eu super recomendo.
Em breve teremos mais uma análise, pessoal, aguardem!
Beijos, Júlia Sá.
Então, pós terminarmos a (longa) análise sobre o livro "A mente e a memória", de Luria, começamos a analisar em sala de aula nesta segunda feira (13/05) o livro "Como Lidar Com Emoções Destrutivas: para viver em paz com você e os outros", do Dalai Lama, em que terminamos de analisar nesta quarta feira (15/05).
O livro fala a respeito de uma colaboração entre o Dalai Lama e seus monges, e um grupo de cientistas que tentam compreender através de uma série de experiências os efeitos da meditação na vida do ser humano e como combater as emoções destrutivas, e é narrado por Daniel Goleman.
Dalai Lama enviou um de seus monges tibetanos, o Lama Oser, para ser analisado por Richard Davidson, um dos cientistas participantes do projeto, e os resultados das experiências realizadas em seu laboratório foi impressionante.
Em um dos testes, Lama Oser foi pedido que meditasse dentro de uma máquina de ressonância magnética para que pudessem analisar sua atividade cerebral durante o processo. Os resultados obtidos revelaram que ao contrário que muitas pessoas pensam, o cérebro durante a meditação não fica relaxado e sim em constante trabalho, e principalmente na parte responsável por concentrar os pensamentos positivos. Revelou ainda que existem tipos diferentes de meditação e o cérebro reage de maneiras diferentes durante cada processo diferente de meditação.
Oser ficou quase 3 horas dentro da máquina de ressonância e quando saiu, disse que aquilo parecia um mini retiro de meditação, algo que nos impressionante verdadeiramente por a maioria das pessoas após ficarem durante muito tempo dentro de uma máquina dessas, saem com tontura, passando mal (sou uma dessas, confesso).
Outro experimento que foi feito com Lama Oser e que merece uma atenção especial, foi u teste que fizeram para testar o reflexo do susto no ser humano. Segundo os cientistas, a nossa expressão facial quando levamos um susto é automática, e os impulsos ocorrem na medula e nem sequer passam pelo nosso cérebro. Resolveram, então, analisar a reação de Oser durante o processo de meditação: ele foi colocado numa sala e sem ser avisado, dispararam uma arma de fogo na sala. A expressão facial de Lama Oser simplesmente não se alterou. Uma verdadeira contradição comparado a sua frequência cardíaca que subiu drasticamente.
É um livro muito legal, gente! Super fácil de ler e muito interessante mesmo, eu super recomendo.
Em breve teremos mais uma análise, pessoal, aguardem!
Beijos, Júlia Sá.
domingo, 12 de maio de 2013
Análise do livro "A mente e a memória: um pequeno livro sobre uma vasta memória" - parte 3
Geeente! Desculpem a minha demora em postar a parte 3, mas é que terminamos de debater em aula a respeito do livro esta quarta feira (08/05) e só agora eu tive tempo para escrever. Enfim, para quem não viu a parte 1 e 2 da análise, aqui estão os links para verem.
Parte 2: http://blogdajuliasa.blogspot.com.br/2013/04/analise-do-livro-mente-e-memoria-um_28.html
Parte 1:http://blogdajuliasa.blogspot.com.br/2013/04/analise-do-livro-mente-e-memoria-um.html
Nessa última parte do livro, Luria analisa os pontos negativos dessa capacidade extraordinária de S. em imaginar as coisas, a sua vasta memória (como o próprio título do livro já diz) e a sinestesia presente em sua vida, que tanto o atrapalha em tarefas que para nós, seres humanos comuns, são muito simples.
Ele possuía uma maneira completamente diferente das outras pessoas de ver o mundo e tudo o que nele se encontrava, porém tudo o que ele via parecia muitíssimo claro para a sua concepção, enquanto as outras pessoas ao redor dele tinham muita dificuldade em entender o que ele via ou queria demonstrar.
Uma das dificuldades mais interessantes de S. era a de compreender sinônimos. Se para ele tal palavra significada uma coisa, como uma outra palavra, com sonoridade completamente diferente poderia significar a mesma coisa? Por exemplo: como a palavra carinho poderia significar a mesma coisa que a palavra afago? E por causa dessa enorme dificuldade, S. não conseguia interpretar poemas assim como as outras pessoas.
S. também conseguia ter controle sobre seus batimentos cardíacos (quase um mutante, haha) e alcançava isso através da sua imaginação, ao imaginar que estava correndo atrás de um trem para assim poder acelerar seus batimentos. Também tinha controle de sua temperatura corporal, algo completamente inimaginável pra nós e que seria muito útil para algumas pessoas.
Mas quanto mais lemos o que Luria conta em sua espécie de romance científico, nos perguntamos: será isso mesmo tudo verdade? Será que S. realmente tinha todo esse poder que Luria diz ter, ou será que o paciente, por ter uma imaginação fértil e poderosa, acabou inventando boa parte dessa história? Bom, isso nós nunca saberemos, mas de qualquer forma vale muito a pena ler esse livro. É um livro que nos instiga muito e que prende a nossa atenção do início ao fim seja por sua fácil leitura ou pela curiosidade no misterioso S.
Ainda nessa aula de quarta feira analisamos um livro MUITO legal chamado "Como lidar com emoções destrutivas: para viver em paz com você e os outros", do Dalai Lama. É um livro fantástico, baseado em pesquisas recentes feitas por um grupo de cientistas que busca entender melhor o que acontece com o cérebro dos monges que praticam a meditação. Ainda estou no início da leitura, mas já me interessei muito e em breve teremos postagens a respeito do livro.
Então é isso, pessoal! Até a próxima postagem!
Beijos, Júlia Sá.
Assinar:
Postagens (Atom)