A medida que Elisabeth não consegue compreender o que o filósofo tenta deixar claro em suas correspondências, Descartes busca de maneira mal sucedida saciar a sua dúvida, e ela responde sempre com um tom muito gentil e delicado, porém indagando até o final dos escritos o porquê das ações contraditórias de Descartes e deixando muitíssimo claro que não consegue entender o fio de pensamento do filósofo.
Elisabeth também sofre de uma profunda tristeza, e busca na figura do filósofo, uma solução para seu grande mal, já que nenhum de seus médicos conseguiu encontrar a causa para sua melancolia. Porém Descartes é muito mais do que um sábio para Elisabeth; é um verdadeiro psicólogo, um confidente em que ela sabe que pode confiar absolutamente tudo, como deixa claro no trecho: "E asseguro-vos que os médicos, que me viram todos os dias e examinaram todos os sintomas do meu mal, não encontraram a causa respectiva nem prescreveram remédios tão salutares como fizestes de longe. Mesmo se eles tivessem sido bastante sábios para suspeitarem da parte que o meu espírito tinha na desordem do corpo, eu não teria tido a franqueza de lha confessar. Mas a vós, senhor, faço-o sem escrúpulos, estando certa que um relato tão ingênuo dos meus defeitos não retirará a parte que tenho da vossa amizade, antes ma confirmará ainda mais, porque vereis aí que ela me é necessária".
Ainda durante a narrativa, Descartes defende a compreensão do ser humano como um todo, não sendo apenas estudado diante à alma (o que entendemos como mente) ou o corpo, mas sim os dois unidos. Pois ao analisarmos só a mente ou só o corpo, nos focamos de maneira equívoca, tendo em vista que o corpo e a mente caminham juntos e devem ser tratados com igual importância.
Afirma também que a Princesa deve pensar coisas boas para que seus pensamentos positivos influenciem em seu semblante, de maneira com que sua mente, sua alma, possa melhorar o seu corpo e fazer com que ela fique curada mais rápido.
Afirma também que a Princesa deve pensar coisas boas para que seus pensamentos positivos influenciem em seu semblante, de maneira com que sua mente, sua alma, possa melhorar o seu corpo e fazer com que ela fique curada mais rápido.
É de uma leitura confusa, especialmente porque Descartes usa exemplos complexos e muitas vezes incompreensíveis para a maior parte da sociedade, que se baseia em fatos científicos e não em suposições, como era feito na época.
Ainda assim, ninguém sabe ao certo a resposta dessa dúvida tão importante para a Princesa: afinal como o corpo como reger a alma e vice versa? Fica então, o nosso questionamento.
A editora do livro é bem difícil de se achar (pelo menos em Brasília), então vale a pena procurar em sites de compra online. O site do extra é uma boa opção, pois o livro é bem mais barato do que nos sites de livrarias tradicionais: http://carrinho.extra.com.br/Site/Carrinho.aspx?idSku=241618&idLojista=15
Deixo aqui também o link para o download do índice do livro, caso alguém tenha o interesse em ler alguma carta em especial na internet: http://www.centrodefilosofia.com/uploads/pdfs/medicinadosafectos.pdf
Espero que tenham gostado!
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Abraços,
Júlia Sá
Júlia Sá
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