sexta-feira, 12 de julho de 2013

Análise do texto sobre a obediência e a experiência de Milgram

Oiii, meu povo! É, eu sei que faz muito tempo que eu não escrevo nada. Mas como eu já falei, é fim de semestre, eu tô ficando doida com varias matérias, estudando pra prova, enfim. Tô quase morrendo, galera! Já até adoeci, mas agora estou melhor e de volta à ativa.
Muito bem, o texto que eu vou discorrer a respeito hoje é o "OS PERIGOS DA OBEDIÊNCIA", de Stanley Milgram.
Milgram foi um psicólogo norte-americano que conduziu esse experimento sobre a obediência à autoridade.
O objetivo dessa experiência era estudar as reações individuais de uma pessoa, tendo em vista a reação do outro. Ou seja, era tentar analisar a sua reação quando se depara com o sofrimento do outro.
Ela consistia no seguinte:

1-  Um voluntário apresentava-se para participar na experiência, sem saber o que realmente iria acontecer. Ele era colocado para controlar uma máquina para dar choques numa pessoa. A questão é:a pessoa que levava choques era na verdade um ator, que fingia estar levando o choque e sofrendo.  
2 - A pessoa que levava o choque não podia ver quem estava dando o choque nela, mas quem dava o choque via a pessoa sentindo a dor.
3 - Esse voluntário a dar os choques era chamado de "professor", o que levava os choques "aluno" e quem mandava dar os choques era o "experimentador", quem coordenava o estudo.
4 - A intensidade dos choques ia aumentando de pouco em pouco, e assim era observada a reação dos chamados professores.
  
Porém, o mais impressionante foi constatar que a maioria dos voluntários continuava obedecendo às ordens do experimentador para aumentar a intensidade dos choques, mesmo vendo a dor e o desespero (fingidos, é claro) de quem estava levando o choque. Alguns ainda perguntavam para o experimentador "Você tem certeza? Esse homem tem problema cardíaco, você quer que continue?", e ao serem informados para continuarem, prosseguiam. 65% dos voluntários deram o choque máximo 450 volts - equivalente à uma voltagem fatal.
Isso surpreendeu a todos, porque não era esperado que os voluntários agissem assim. Pelo contrário, era esperado que eles se revoltassem logo no início e se recusassem a dar os choques no aluno. 
Algumas análises foram feitas a partir desses resultados, entre elas o fato de que se o experimentador dava as ordens pelo telefone, sem olhar para o professor, só 20,5% continuavam a obedecer, e se um segundo sujeito estivesse junto na experiência (outro ator), fazendo o papel também de professor e continuasse a dar os choques, 92% dos analisados continuava até o final também. Porém se esse ator se recusasse a dar o choque, somente 10% continuava.
Esse experimento foi acusado de não ser ético, pois por mais que o ator realmente não estivesse levando choques, a experiência em si mexia muito com o psicológico da pessoa que aplicava os choques. Essa assumia a postura, muitas vezes, de que nada aconteceria com ela, pois ela estava somente seguindo ordens de um alguém superior, e que, portanto, não tinha culpa do que estava acontecendo. 
Mas, e você? O que acha disso? 
Na minha opinião, a experiência foi muitíssimo válida, pois a partir dela se observou um comportamento diferente, inusitado e inesperado para o momento. A partir dela, se observou que quando a pessoa tem o poder em mãos, traz à tona todas as suas crueldades. E, para mim, por mais que mexa com o psicológico de quem aplica os choques, traz também uma análise à essa pessoa. Será que aquilo é mesmo correto?
Bom, por hoje é isso, galera. Espero que vocês tenham gostado do texto, ele é excelente e de leitura super fácil. Eu vou deixar aqui o link pra quem se interessar:
Então é isso, gente! 
Beijos, Júlia Sá.

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